7 profissões que mais contratam no Brasil em 2026
Vendedor, auxiliar administrativo e motorista entregador lideram as contratações formais no Brasil em 2026, segundo dados do CAGED e da PNAD Contínua (IBGE). Com desemprego em 5,8% no trimestre encerrado em abril — o menor patamar da série histórica — e projeção de 1,2 milhão de novas vagas com carteira assinada no ano, o mercado está aquecido para quem sabe se posicionar. Mas atenção: vagas existem, o problema é concorrência. Cada posição recebe centenas de currículos, e empresas como Magazine Luiza, Mercado Livre e iFood usam sistemas automáticos (ATS) para filtrar candidatos antes de qualquer humano ler seu CV. Neste guia, você vai conhecer as 7 profissões que mais abrem vagas, quanto pagam, o que recrutadores exigem e como montar um currículo que passa no filtro.
1. Vendedor: a profissão que mais contrata no Brasil
Vendedor é, de longe, o cargo com mais admissões no CAGED em 2026. O setor de comércio responde por cerca de 25% das vagas formais abertas no país. Redes como Magazine Luiza, Raia Drogasil e Mercado Livre contratam milhares de vendedores por mês — tanto para lojas físicas quanto para operações de e-commerce e televendas.
- Salário médio: R$1.800 a R$2.800/mês (base + comissão), segundo dados do CAGED 2026
- O que recrutadores buscam: experiência com atendimento, metas batidas com números, conhecimento do produto
- Diferenciais: familiaridade com CRM (RD Station, HubSpot), vendas por WhatsApp, e-commerce
- Regime: CLT predomina em varejo; PJ cresce em vendas B2B e SaaS
A chave para se destacar é quantificar resultados. "Atendi clientes" não diz nada. "Atingi 120% da meta em 8 dos 12 meses" — isso contrata. ver modelo de currículo →
2. Auxiliar administrativo: porta de entrada no mercado formal
Auxiliar administrativo é a segunda função com mais vagas no Brasil em 2026. Toda empresa precisa de alguém organizando documentos, lançando dados, controlando agendas e apoiando o financeiro. É também uma das posições mais buscadas por quem está no primeiro emprego ou em transição de carreira.
- Salário médio: R$1.621 a R$2.200/mês (muitas vagas pagam entre 1 e 1,5 salário mínimo)
- O que recrutadores buscam: domínio de Excel/Google Sheets, organização, comunicação escrita, atenção a detalhes
- Diferenciais: conhecimento de ERP (TOTVS, SAP), rotinas de contas a pagar/receber, inglês básico
- Onde mais contrata: bancos (Itaú, Bradesco), varejo, escritórios de contabilidade, saúde
Empresas como Itaú e Ambev recebem mais de 300 currículos por vaga de auxiliar administrativo. Seu currículo precisa passar pelo ATS antes de um humano ler — formatação limpa e palavras-chave da vaga fazem toda a diferença. ver modelo de currículo →
3. Operador de caixa: varejo e farmácias em expansão
O varejo físico não morreu — ele se transformou. Redes de farmácia (Raia Drogasil, Pague Menos), supermercados (Assaí, Atacadão) e lojas de conveniência estão em ritmo acelerado de abertura de unidades. Operador de caixa continua sendo uma das funções com maior volume de contratação, especialmente fora dos grandes centros.
- Salário médio: R$1.621 a R$1.900/mês (piso + adicional noturno em muitos casos)
- O que recrutadores buscam: agilidade, simpatia no atendimento, experiência com PDV, matemática básica
- Diferenciais: experiência com sistemas TEF (máquina de cartão), fechamento de caixa sem divergência
- Jornada típica: escala 6x1, incluindo finais de semana e feriados
Para se destacar, mostre no currículo que você já operou PDV, manuseou valores e manteve caixa sem diferença. Precisão e honestidade são os atributos que recrutadores mais citam. ver modelo de currículo →
4. Motorista entregador: logística aquecida pelo e-commerce
O boom do e-commerce transformou motorista entregador em uma das profissões mais demandadas do Brasil. iFood, Mercado Livre (Mercado Envios), Amazon e dezenas de transportadoras regionais não conseguem contratar rápido o suficiente. O CAGED registra crescimento consistente de vagas nessa categoria desde 2023.
- Salário médio: R$2.000 a R$3.200/mês (CLT em transportadoras), podendo chegar a R$4.000+ para motoristas de carreta
- O que recrutadores buscam: CNH categoria B ou D, experiência com rotas urbanas, pontualidade, zero multas recentes
- Diferenciais: experiência com roteirizador (Routeasy, LogComex), entregas last-mile, moto própria para delivery
- Regime: CLT em transportadoras; MEI/PJ predomina em apps (iFood, Rappi, 99)
No currículo, destaque quilometragem diária, região de atuação e se possui veículo próprio. Recrutadores de logística valorizam muito quem demonstra organização de rota e taxa de entrega no prazo. ver modelo de currículo →
5. Auxiliar de cozinha: alimentação fora do lar em alta
Com a retomada do consumo e o crescimento de dark kitchens, o setor de alimentação está contratando forte em 2026. Redes como Habib's, Madero, Giraffas e cozinhas industriais (Sodexo, Compass) abrem vagas de auxiliar de cozinha em todas as capitais. É uma porta de entrada acessível, que não exige formação superior.
- Salário médio: R$1.621 a R$2.000/mês (+ alimentação no local, na maioria dos casos)
- O que recrutadores buscam: noções de higiene alimentar, agilidade, disponibilidade para escala (incluindo feriados)
- Diferenciais: curso de Boas Práticas de Manipulação (BPM), experiência com preparo em volume, SENAC/SENAI
- Crescimento: auxiliar → cozinheiro → chef de partida (progressão real em 2-3 anos)
Mesmo sem experiência formal, você pode destacar cursos de manipulação de alimentos (gratuitos no SENAI) e vivência com preparo em eventos ou empreendimentos familiares. ver modelo de currículo →
6. Pedreiro: construção civil reaquece com obras públicas
A construção civil voltou a contratar com força em 2026, puxada por obras de infraestrutura (PAC), programas habitacionais (Minha Casa Minha Vida) e o mercado imobiliário privado. Pedreiro é o profissional mais demandado do setor — e também um dos que mais sofrem com a informalidade. Construtoras como MRV, Cyrela e Andrade Gutierrez oferecem vagas CLT com benefícios.
- Salário médio: R$2.100 a R$3.500/mês (CLT), variando por região e especialização
- O que recrutadores buscam: experiência comprovada em alvenaria, leitura básica de plantas, NR-18 (segurança em obras)
- Diferenciais: certificação NR-35 (trabalho em altura), experiência com acabamento, curso SENAI
- Realidade do setor: renda média caiu 22% na última década (IBGE/Paic) — formalização é o caminho para estabilidade
Um currículo de pedreiro bem feito destaca tipos de obra realizados (residencial, comercial, industrial), metragem executada e certificações de segurança. Isso diferencia o profissional da grande massa informal. ver modelo de currículo →
7. Jovem aprendiz: 500 mil vagas obrigatórias por lei
Empresas de médio e grande porte são obrigadas por lei (Lei 10.097/2000) a contratar entre 5% e 15% do quadro como aprendizes. Isso gera centenas de milhares de vagas por ano — e muita gente nem sabe. Bancos (Itaú, Santander, Bradesco), indústrias (Ambev, Nestlé) e varejo (Magazine Luiza, Raia Drogasil) têm programas estruturados com formação inclusa.
- Remuneração: R$800 a R$1.200/mês (meia jornada) + vale-transporte + vale-refeição
- Requisitos: ter entre 14 e 24 anos (sem limite para PCD), estar matriculado ou ter concluído o ensino médio
- Duração: contrato de 11 a 24 meses, com formação teórica no SENAI, SENAC ou CIEE
- Setores que mais abrem vagas: administrativo, logística, atendimento, financeiro
O currículo de jovem aprendiz não precisa de experiência — precisa de clareza, objetivo específico e cursos complementares. Voluntariado, grêmio estudantil e projetos escolares contam muito. ver modelo de currículo →
Como criar o currículo certo para cada profissão
Saber que as vagas existem é o primeiro passo. O segundo — e mais importante — é ter um currículo que passe pelo filtro automático (ATS) que empresas como Magazine Luiza, Itaú e Mercado Livre usam. Segundo dados de 2026, cada vaga recebe em média 250+ candidaturas. Se seu currículo não tiver as palavras-chave certas e o formato correto, nenhum recrutador vai ler.
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